terça-feira, abril 18, 2006

Fiquei sem Net!!!

No fim de semana passado, resolvi limpar o computador, e formatei o disco.

Claro que preparei-me com os CD's de instalação dos principais programas, incluindo o acesso à net, para poder instalar o principal novamente, depois da limpeza.

Ao reinstalar as coisinhas, a ligação à net não funcionava.



Raios!



Ganda porra...


E agora? O que será de mim?


Uns dias sem net? Não vou aguentar?


Sinto-me nu... e sozinho... acima de tudo, sozinho...


Mas...!?!? Que raio, tenho 30 anos, já sou grandinho, não preciso da net pra nada!

Bem, por acaso até dá jeito, para ver os mails e pagar as contas, e já agora, ver se nenhum pirata me foi ao saldo bancário.

Por isso, depois de várias tentativas frustradas, há pouco resolvi ligar ao serviço de apoio da Sapo...

- Muito boa noite, fala Francisco Esperto (nome falso para proteger a identidade do visado). Em que posso ajudar?

- Olhe, muito boa noite (porque é que os portugueses - nos quais eu me incluo - têm a mania de dizer "olhe"? Mas "olhe" para onde??? Para o telefone? Para a parede a ver a tinta secar??? Para o céu e contemplar as estrelas numa noite de céu nublado? Continuando...). Eu tenho o sapo sem fios, e formatei o computador, e ao reinstalar, o modem não funciona. (isto depois de ter passado por N daquelas escolhas automáticas - Para assuntos relacionados com o Sapo ADSL, prima 1...)

- Ah, muito bem, vejamos, tem um sapo adsl sem fios, certo?

- Sim, foi o que eu disse.

- E diz-me que...?

- Que não consigo ligação ao modem. Ou melhor, ao modem até consigo, o modem é que não liga à net, tem a luz que diz "internet" sempre a piscar, parece que lhe falta qualquer coisa...

- Ao modem?!?!?! Ao modem ou ao router???

- Ah, pois, isso, ao router...

- O sr. tem um router, não é um modem, ok?

- Sim, adiante...

- Portanto, diga-me por favor o seu nome...

- André Pinheiro...

- Muito bem, sr. André, vamos aceder à página interna do router, está bem?

- Sim, já fiz isso.

- Então vamos abrir o Explorador da Internet...

- Sim, eu sei como se faz, já lá fui fazer o diagnóstico.

- ...E agora vamos escrever na linha de endereços: Dez... Zero... Zero...

- Sim, eu sei! Já conheço, já lá fui! Estou a escrever! (Apetecia-me dizer "Helloooo"?)

- Pronto, agora clicamos em "Basic".

- Ok...

- E agora em Connections... Diga-me lá o que aparece nos campos tal e tal?

- Ah, aparece "retrying" e "state: down".

- Pronto, temos que alterar isso. Sr. André, vamos fazer uma coisa, vamos reconfigurar o router. Ora vá a...

- Sim, eu sei, vai-se a esta página e escolhe-se esta opção, também já fiz isso.

- ...E agora vamos a esta página, e escolhemos aquela opção... muito bem.

(irra...)

- E agora vamos..

- Escolher a opção tal, sim, já sei, também já fiz isto!

- ...e escolhemos a opção tal. Carregamos em "Next"...

('dass...)

- E agora chegamos ao ponto de introduzir as informações de cliente. Por favor introduza o seu username, que vinha com o pacote inicial.

- Aah? Esse? Mas eu já o alterei há algum tempo...

- Alterou??? Mas como??? Isso não é possivel, deve-se ter equivocado.

- Então... indo ao site da sapo e clicando onde dizia "alterar username"...

- Ok, só um momento, então.

(silêncio durante 3 minutos)

- Ah, sr. André, agradeço ter aguardado. De facto, já é possível alterar o username na página!!! (disse isto como se fosse novidade de vendedor).

- Sim, foi o que eu disse, foi o que eu fiz.

- Então vamos colocar o username original, que vinha no envelope.

- Ok, e a password?

- Bom, se mudou a password, terá que colocar a nova.

- Mas... quando mudei o username, também mudei a password, para ser mais fácil de lembrar, obviamente!

- Certo, mas o sistema, nesta altura, apenas permite esta alteração para a password, não para o username.

A partir daí a coisa ficou resolvida. Eu nunca lá chegaria, por causa da confusão de nomes, e por isso tenho que ficar grato por estar lá um tipo a fazer o que deve.

Mas que chateia, chateia...

sábado, abril 08, 2006

Comunicações do espaço

Esta semana falou-se na tentativa de alunos e professores de uma escola em Oeiras para comunicar com um astronauta brasileiro actualmente na Estação Internacional, a orbitar à volta do planeta.

Oficialmente foi dito que não conseguiram ligação. Devido à apertada agenda do astronauta, dizem eles.

Mas eu sei que não foi bem assim... Uma fonte próxima de quem lá estava disse-me como tudo se passou:

Professor - Alô, alô, Estação Espacial?
... (silêncio, ruído de estática)
- Alô? Estação Espacial? Alô?
...
- Alô? Est-
- Oi?
- Hã?
- Hein? Oi?
- Sim! Estação Espacial?
- Oi? Hein?
- Boa tarde! Estamos a falar de Portugal!
- Hein? Você está se sentindo mal?
- Não! Somos da Escola de Oeiras!
- Querem esmola pra Feira? Pô cara, tenho os bolsos vazios, não podemos trazer moedas pró espaço, né?
- Não é isso, somos da escola! Tenho aqui os alunos para fazer as perguntas!
- Hein?
- As perguntas! Sobre o espaço!
- As multas no pedaço? Bom, a gente ainda não roubou nada, nem estacionou esta geringonça fora de sítio, por isso ainda não tivémos multas.
- Er... estou a ver que devemos estar com problemas de estática na transmissão.
- Você é professor de matemática na televisão? Legal, cara, eu sempre detestei matemática.
- Não, olhe, acho que você não está a ouvir-me bem!
- Se navegamos à bolina também? Não, cara, a gente tem combustível, a nave não tem vela, nem tem vento aqui no espaço. Eta português burro, hein?
- Eh! Os portugueses não são burros!!!
- Às vezes quer um murro? Eh, não vale a pena partir prá violência, hein?
- Eu não acredito nisto!
- Hein? Tá doendo seu quisto?
- Olhe, vá pró car****!!!
- Se eu sou Carvalho? Não cara, meu nome é Caramujo, Carlos Caramujo...

Nisto o transmissor foi arrancado pelo professor em fúria, que deu indicações aos colegas para avisar a comunicação social que, com muita pena deles, não foi possível comunicar com o astronauta brasileiro...

quinta-feira, abril 06, 2006

ÛÛÛûûûû...

Isto de crescer tem muito que se lhe diga. Por um lado, se não crescemos o suficiente, dizem que somos muito criança. Se crescemos demasiado, dizem que precisamos de soltar a criança que há em nós.

Mas tem a sua piada. Entre os 20 e os 30, muitas perspectivas se alteram. Passamos gradualmente, e sem nos apercebermos, a olhar para o que nos rodeia e o que fazemos, de forma diferente. Mais calma, mais pausada, mais racional, mais... "adulta".

Eu tenho pena. Tenho pena de não conseguir sair à noite com o mesmo entusiasmo que tinha há uns anos atrás. Tenho pena de ter que não encontrar tantos amigos quando saio à noite. Tenho pena de não ter tanto entusiasmo por coisas insignificantes como há uns anos atrás. Tenho pena de... de... bem, tenho pena de aguentar bem uma bebedeira, é sinal que já bebi tanto que o corpo já se habituou!

Por outro lado, aqueles que conseguem manter esse espírito, são apelidados de mandriões, inúteis, playboy's....

E tenho pena que a idade acarrete o aparecimento de alguns sinais de senilidade, mesmo agora aos 30 e poucos. Não? Então como é que explicam que quando um tipo encontra um amigo que já não vê há algum tempo, se note tanta diferença:
- Aos 20, é algo do género: "Eeehhhhhpááá! Olha quem el'éééé! Então, meu? Tá tudo?"
- Aos 30, a coisa é bem diferente, e já se utiliza muito um som que é extremamente difícil de reproduzir por escrito, é uma vogal algures entre o U e o O, dito de forma algo elitista, diria mesmo "queque". Algo do género: "ÛÛÛûûûûóóó entãããão, como estáááá... Que tem feito?" É mais fino, mais "business", mais... "adulto".

Ou seja, aos 30, a falar, parecemos o Silvester Stallone...

Nem quero ver como será quando tiver 40 anos...

segunda-feira, abril 03, 2006

Pequenas coisas...

Há coisas, pequenas coisas da vida, que todos fazemos da mesma forma. Vá-se lá saber porquê.

Por exemplo, toda a gente, quando está ao computador a fazer algo que só necessita de movimentos do rato, põe a outra mão a apoiar o queixo, cotovelo na mesa, contra todas as recomendações dos estudos ergonómicos. Será genético? Estará embutido nos nossos genes que há um reflexo condicionado quando pegamos num rato, de apoiar o queixo? Será que o Pavlov pensou nisso? Aaah, se ele tivesse um computador naquele tempo... Faria o que faz hoje em dia qualquer respeitado cientista: passar o tempo todo a ver porno na net!

E será genética a escolha de urinóis num WC público? É coisa que uma mulher não compreende, mas se um homem entra num WC com, digamos, uma boa meia-dúzia de urinóis, e um deles está ocupado, ele tenta deixar, no mínimo, um urinol de intervalo. Mas o melhor mesmo é ir para a outra ponta. Se estão 2 ou mais pessoas, a coisa pode ficar complicada, e muita gente opta por utilizar a sanita, com a portinha fechada que é para ninguém ver. Serão complexos de inferioridade? Medo de apanhar um salpico perdido? Para muito homem, apanhar um salpico tresmalhado é pior que fogo cruzado numa praça israelo-árabe.

Já o facto de toda a gente procurar deixar um lugar de intervalo no cinema para o desconhecido que já lá está sentado é bem conhecido de todos, e facilmente explicável após anos e anos de estudos na matéria: tem a ver com o medo inato que nos roubem as pipocas.

Já agora, isso lembra-me uma história, do tempo em que os animais falavam:

"Estava o cágado Ambrósio no seu aquariozinho, virado para a janela com um olhar perdido, quando o seu legítimo dono, o Efigénio lhe pergunta:
- Oh Ambrósio, que cara é essa? Com um dia tão bonito lá fora, estás aí tão apático?
O Ambrósio levanda a focinheira, com ar desanimado, e responde...
- Oohhh... estava aqui a pensar na vida...
- Em quê, meu rapaz? Diz lá o que te apoquenta?
"Nada, nada...", continuava o cágado Ambrósio, enquanto deixava novamente cair a focinheira.
- Diz lá, meu petiz, o que posso fazer para te animar?
- Oh... gostava de ir ao cinema...
- Ah, mas é só isso? Mas isso arranja-se!!!
Nisto, e num repente, o cágado anima-se como se lhe tivessem dito que a Tina Turtler aparecia na próxima edição da Playturtle... "A sério?"
- Sim, claro, só temos que arranjar forma de de meter no cinema. E o que queres ver? Está aí um filme bom de aventuras.
- Er... não era bem um filme de aventuras que eu queria ver...
- Então, meu quadrúpede minúsculo, o que queres ver?
- Humm... gostava de ir ver um filme pornográfico...
- Um filme porno?!?!?!?
- Sim, eu sempre quis ir ver um filme pornográfico, é o sonho da minha vida!
- Eu... bom, se assim é, vamos ao Sá da Bandeira. Até já tenho o truque ideal para entrares. Vais no meu bolso das calças, e quando começar o filme eu abro a braguilha e metes a cabecinha cá fora para ver.
- Oh, fazes isso? Por mim? Ooohh, Efigénio, és o melhor dono que um cágado pode ter...

E lá foram todos animados à matinée do Sá da Bandeira. Lá chegados, fizeram como combinado, cágado no bolso e toca a entrar.
Entram e sentam-se ao lado de um jovem casal, mais propriamente da rapariga.
O filme começa, e o Efigénio age como prometido, abrindo a braguilha, ao que o Ambrósio se estica e mete a cabecita verde-musgo cá fora.
Passados uns 15 minutos, a rapariga começa a querer conversar com o namorado:
- Oh Toni... Toni!
- Ãããhhh? Queres coisa, he?
- Não, não é isso, é que acho que o rapaz aqui ao lado tem a coisinha de fora...
- Oras, hehehe, e qual é o problema, se eu também tenho a minha de fora! Foi para isso que cá viemos, não foi???
- Pois, mas é que a dele está a comer-me as pipocas todas...

domingo, março 19, 2006

Grunhos em viagem

Na semana passada fiz uma viagem de avião, a trabalho.

Porque é que nas viagens de avião há sempre um ou mais grunhos??? Que raio! Somos assim um país tão grunho?

Há sempre alguém que das duas uma: ou se põe a aplaudir a aterragem, como se fosse o Obikwelu a ganhar mais uma medalha para a Nigéria... oops, para Portugal, ou então é pessoal que manda bocas que não lembram nem ao menino jesus. Isto, claro, depois de ter mamado duas garrafas de vinho durante o snack, mesmo que isto seja num vôo às 6 e meia da manhã (coisa a que assisti há cerca de 1 mês...).

Nesta viagem, era um grupo de rapazes que provavelmente vinham de uma obra no noroeste espanhol. Ainda me faz alguma confusão como uma construtora tem, alegadamente, menos despesas em levar pessoal em viagens de avião e camioneta para sítios tão longínquos, do que se contratasse pessoal da zona.

Mas pronto, não pensando nisso, quando descemos as escadas do avião e entramos no autocarro, apanha-se com uns pingos de chuva, já que na 6ª-Feira passada choveu o dia todo, no Porto. Um deles tinha o seu ar gingão, chiclet no canto da boca, penso a cobrir ferida de guerra na face direita, mesmo abaixo do olho, como quem diz à miúda "mais um pouco e não tinha olho pra ver essa beleza toda, oh chavala, por isso ajeita aí o bojão pra eu ver..."

E vai ele, ao entrar no autocarro: "Pois como é que num haberia de estar a chober, se temos um goberno que só met'água!!!"

...

Mas ninguém lhe ligou pívia. Ou não ouviram.

Ao que ele vai repetindo, cada vez mais baixo "só met'água... o governo só met'água... tá a chober.."

Passados uns 30 segundos, um colega seu diz, para quem queria saber e ainda não tinha reparado: "Esta chuiba num pára!"

Ao que o rapaz gingão, vendo ali mais uma oportunidade para exprimir novamente toda a sua sabedoria política condensada numa só pérola gramatical, volta a mandar vir, mas mais alto e mais forte: "POIS É, MAS CUMU É QUE NUM HABERIA DE ESTAR A CHOBER, SE O GOBERNO SÓ MET'ÁGUA!!!!"

...

Desta vez os colegas lá assentiram, com expressões típicas do tipo "pois é, pois é", mas em estilo onomatopeítico, aos que o rapaz volta a carga com a conclusão "Bós é que sois lindos".

Logo a seguir, um dos companheiros de obra, não contente com tudo isto, remata com a sua própria contribuição para nos melhorar o dia a todos: "Pois eu, na última biagem que fiz, tinha este autocarro só pra minhe! Ah, não, minto! Era pra mim e pra outro gajo. Éramos só dois, que festa que foi!

...

Dito isto, tive eu o único pensamento que poderia ter naquela altura:

"Festa"? Num autocarro que leva passageiros nos 500 metros que separam o avião do edifício do aeroporto? Mas que raio de festa é que o homem terá feito naqueles 30 segundos??? Chamou umas miúdas e arranjou champanhe??? Convidou os amigos e beberam cervejas e tremoços enquanto viam futebol num ecrã gigante??? Colocou o último êxito do Nelo Silva ou dos Marante na estereofonia do autocarro e foram 30 segundos de desbunda???

Pensando bem, o homem deve ser um génio. Aqueles 30 segundos de viagem vão ser "the next big thing". A seguir ao lusco-fusco, vão ser estes 20-30 segundos de viagem. Vai ser o que vai bombar daqui a uns tempos, vocês vão ver.

Aliás, dizem-me que é o que está a dar em todos os aeroportos de Kinshasa...

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Madeira

Aaaahhh, a Madeira, a Madeira...

essa terra tão bonita...

cheia de bananas minúsculas...

tão cheia de turistas e fogo de artifício na passagem de ano...

Com pessoal a descer as ruas em carrinhos de rolamentos gigantes, e ainda paga bem por isso...

Onde a vida é mais calma...

Onde os deputados sofrem avaliações das capacidades mentais...

Hã? Hum... pois, isto depois do homem ter acusado o poder judicial de estar em conluio com o poder legislativo. Nah, que ideia!!! Onde é que o homem terá ido buscar essa ideia???

Esse deputado até prestou um mau serviço à região, porque como todo o bloco da oposição abandonou a assembleia depois dessa treta do pedido de avaliação psiquiátrica, o PSD aproveitou para passar 19 leis que não conseguia há meses, em 15 minutos!
Lá teve que ser, coitados dos senhores, ficaram sozinhos na sala, por isso a única coisa que podiam fazer pra passar o tempo era aprovar legislação. A um ritmo de mais que uma por minuto!!!

Ah! E será de notar que o representante do PSD local que falou às tv's sobre o caso da avaliação psiquiátrica (não sei se seria o líder da bancada) tem o lindo nome de "Coito Pitta". Coito Pitta!!! Que raio de nome é esse??? E ainda diz que o outro é que não regula bem??? E o gajo do notário que aceitou registar um nome desses, não devia ter sido levado de imediato à instituição psiquiátrica mais próxima???

Não esquecer que o deputado em causa já viu o seu carro destruído à bomba, por alturas das últimas eleições autárquicas. E parece que não aprendeu!!! Prá próxima vai a casa toda!!! Vão contratar o tipo do filme Munique, e desta vez não escapa!

Aaaahhh a Madeira...

Esse paraíso fiscal para as empresas...

Aaaahhh a Madeira...

Alla Seja louvado!!!

Allá seja louvado!!!

É melhor começar assim este blog, porque com a onda de contestação islâmica que anda por aí, misturado com as escutas que dos telemóveis podem passar para os blogues num instante, e juntando o facto de termos um ministro dos negócios estrangeiros que, pelos vistos, é pró-árabe, é melhor ter cuidado mesmo...

Cum caraças, lá porque um jornal publicou umas caricaturas, revolta-se todo o mundo islâmico... Todo? Não... aí é que está: as caricaturas foram publicadas já no final de Setembro de 2005, num jornal do egipto. E na altura, ninguém reclamou o que quer que fosse. Até porque as ditas até tinham piada!

Agora, talvez para afastar a atenção pública da questão nuclear iraniana, lembraram-se de destruir embaixadas com base na profanação do profeta. Claro que, para ajudar, o nosso ministro dos estrangeiros amanda cá pra fora uma declaração a culpar a Dinamarca e o Ocidente por isto tudo. E ainda tem o desplante de dizer que "pelos canais diplomáticos já ofereceu solidariedade à Dinamarca", e como se isso não bastasse, vem dizer que "já todos sabem que somos contra a violência, não é preciso estar sempre a dizer!" !!!!

Mas tá tudo grosso ou quê??? O tipo nem parece político! Nem parece um ex-presidente da mesa da assembleia geral da ONU! Então não sabe que um político, ao fazer uma declaração pública, tem que repetir sempre a mesma coisa?!?

Irra! Estávamos aqui no cantinho, muito descansados a curtir o desemprego, e vem-me esta abécula defender o Irão. Ainda por cima o embaixador iraniano agradece e congratula-se por ter um país ocidental a defendê-los, e aproveita para por em causa o holocausto, ao que a Polónia já veio reclamar. Ou seja, com jeitinho, vamos estar no meio de uma guerra, por enquanto de palavras, entre o mundo árabe e o Ocidental.

Entre esse e o ministro homólogo italiano, venha o diabo e escolha. Esse mandou fazer t-shirts com as caricaturas estampadas, para tentar amenizar toda a polémica, e promover a abertura. Abertura? Amenizar? Esse também deve estar grogue!!! Ele que vá de férias com as t-shirts para um país muçulmano, vai ver como se promove logo a comunicação...

Por via das dúvidas, vou já ali à mercearia comprar um colete anti-balas...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Futebolices

Aaahhh o futebol... o futebol... (suspiro)

Tanto se poderia dizer sobre o futebol...

O meu clube empatou. Outra vez. Já podíamos estar com uma vantagem de 9 pontos para o segundo, mas naaahhh, o que é bom é manter acesa a chama do campeonato. Deve ser isso que pensa o fabulástico treinador holandês. Mas é bom, assim o povo continua a ir aos estádios, e temos autênticas multidões a acorrer em massa aos estádios, como os 1 200 espectadores que assistiram ao Setúbal-Académica da 20ª jornada do campeonato. Ou os 2 000 que foram ver o Paços-Boavista. Ou ainda os fantásticos 300 que foram ver o Naval - Estrela da Amadora!!! 300 espectadores!!! Devem ter ido todos fazer uma jantarada no final! O porteiro já os deve conhecer a todos pelo nome! Pergunta-lhes pela família à entrada! 300 espectadores num jogo de 1ª divisão...

Mas é bom ir ao estádio. Para quê ficar em casa, a ver numa televisão com descodificador comprado àquele-gajo-de-quem-todos-conhecem-alguém-que-o-conhece, que arranja caixas desbloqueadoras, com o amigo a chamar nomes feios à mãezinha do árbitro, quando podemos pagar dinheiro para ir ao estádio magnífico, onde nos juntamos a milhares de pessoas a chamar nomes feios à mãezinha do árbitro???

Agora o meu clube cortou relações com a claque principal. Só porque deram uns coices no carro do treinador. O homem é que ia muito devagar, de modo que os rapazes pensaram que o carro estaria atascado na lama, e deram uma ajuda, ao pontapé. Alguns falharam e acertaram no vidro, mas a intenção é que conta! E assim não podem ir ao estádio, pagar metade (se é que pagam alguma coisa) do preço do bilhete, chamar nomes feios à mãezinha do árbitro, e chamar nomes feios às mãezinhas das claques e jogadores adversários. Pobres criaturas. Assim, daqui a uns anos, não vai sobrar ninguém no estádio para atirar petardos que nunca ninguém sabe para que raio servem, além de atordoar adversários. Claro que, como estamos em Portugal, e na senda da boa tradição das nossas tropas, há sempre alguém que despoleta um petardo por engano antes de o lançar...

Aaahhh o futebol...