quinta-feira, janeiro 22, 2009

Out-of-office - de circunstância

À falta de inspiração para hoje (embora a campanha de redução de custos do Obama, ao congelar os aumentos de salário do pessoal da Casa Branca entra em clara contradição com o custo da cerimónia de "coroação" como presidente), aqui fica o out-of-office da 6ª-Feira passada... É mais simples, básico, de circunstância, pois só para um dia de falta, não vale a pena estar com grandes relambórios metafóricos...

Hello,

I am not in the office on Fridays. No, it's not any type of lay-off (not yet...), I'm having a long-term training every Friday (and every Saturday...), therefore I will probably be unable to read this today. Hopefully by the end of it, I will be a better person (professionally and personally), so I will be able to provide better replies to your e-mails!


Claro que entretanto a situação já mudou, visto que o lay-off está aí à porta...

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Civismo... hoje e sempre!

Há uns tempos, andava eu de carro com um amigo, e resolvi parar no Norteshopping. Páro lá habitualmente, não para aproveitar os saldos, mas para ir ao supermercado Modelo. Coisa de entrar e sair em pouco tempo.

Quando lá vou, raramente deixo o carro no parque. Não gosto da confusão do parque interior, andar à procura de lugar, ter cuidado com os azelhas que saem de repente ou vêm em contramão. Mesmo estando a chover, prefiro deixar o carro num parque em frente a um prédio, mesmo ao lado do shopping.

Estaciono o carro, em cima de um passeio (onde não atrapalha os peões). E o meu colega chama-me a atenção de que devia estacionar melhor, para permitir que outro carro pudesse estacionar ao meu lado.

“Ok, tens razão. Até costumo ter alguma atenção a esse género de coisas”, respondi.

E é verdade, geralmente tenho cuidado com isso. Mas quantas pessoas o fazem??? Quantas vezes não chego a um sítio, e num local onde cabiam dois carros, algum energúmero resolveu deixar a carroça mesmo a meio? E quantos se preocupam em “fugir” das poças de água, para não encharcar o pessoal que espera na paragem de autocarro? Bom, há muitos que vão lá de propósito…

Outro exemplo vi hoje, na escolinha… Numa escola de gestão, seria de supor que o pessoal teria o mínimo de civismo. Mas não! Chego à casa de banho, e dos três urinóis disponíveis, um tipo escolheu precisamente o do meio! O do meio!!! Que desconsideração! É óbvio que quem entrar, não se vai colocar ao lado dele! Isto de dar uma mijoca encostado ao parceiro não é coisa de macho! Claro que tive que ir a uma das sanitas disponíveis… É mesmo chegar ali e dizer “ah, esta fila de mictórios é só pra mim”, e zás, toca a usar o do meio. Ou será que esperava que algum sensível se fosse colocar ao lado? Nah senhor! O meu pinto não se mistura com qualquer um! E os salpicos que podem saltar para o lado errado???

Todo o gajo que é gajo sabe que a regra é um urinol de distância! A não ser em caso de discoteca à pinha e com os copos. E claro, em wc’s em que só há dois, sejamos realistas.

A minha sugestão? Colocar um aviso nos wc’s, como tem nas auto-estradas: “Mantenha a distância de segurança”…

terça-feira, janeiro 06, 2009

Os meus Out-of-Office

Face aos apelos de várias famílias (uma pessoa, para ser mais concreto), vou passar a registar os meus out-of-office.

Um "out-of-office" é uma mensagem que deixamos quando saímos do local de trabalho por algum tempo (dias), que é enviada automaticamente a quem nos envia um mail, pelo Outlook.

Eu gosto de variar um pouco... e de introduzir algum elemento de diversão ou educativo, para fugir ao tradicional "não estou cá, depois respondo".

Normalmente, de cada vez que falto, faço uma nova mensagem, não gosto de ser demasiado repetitivo (como noutras coisas, um pouco de inovação faz sempre bem...). Bom, o que interessa é que há quem goste, chegando ao ponto de mandarem-me mails só a dizer "já sei que não estás, é só para ver o teu out-of-office...".

Por isso, aqui fica o que ainda está activo, relativo às férias de Natal e Ano Novo.

PS: Só para lembrar, isto fica visível a qualquer pessoa que me envie um mail, seja interno, cliente, ou quem quer que seja...


A couple of thousand years ago, this dude was born in a stable, as Holiday Inn was fully booked, and Ibis had not yet been invented.
He grew up causing a lot of problems to his country's social welfare, by healing the sick (thus sending a lot of hospital workers to unemployment and turning water into wine, with the consequent increase of drunk drivers.

Yet, he managed to become a pretty good public speaker, which gave him a high number of followers. Suprisingly, this kept going on until today.

And so, as with any celebrity, after the man passed away, people started celebrating his birthday, and at some point in time, somebody decided to call this "Christmas", coming from "Christ's Mass" (there is some certainty that the 25th of December was not really his birthday, but rather a date chosen to unite several roman festivities).

By the way, the abbreviation "Xmas" supposedly comes from the initial greek versions of the New Testament, in which X was the first letter of Christ's name.

So yes, we, as a catholic country, also like to celebrate the man's birth. Merry Christmas!!!
Combining this with the low customer ordering, we will be closed from Dec 13 onwards, returning to office on January 7th.

PS: For those of you who don't celebrate christmas due to other religious beliefs, well... enjoy the quiet season!

And Happy New Year!!! Let's all hope that 2009 brings the economic recovery we all look for!


Best Regards,

Andre.

Foi-se o Ano Mau, Venha o Ano Péssimo...

Bom... mais um um natal passado, mais um ano que se comemorou.

Acho que já deixei claro que não acho grande piada ao natal, é algo de demasiado comercial e hipócrita. Já à passagem de ano, apesar de também achar que é uma noite como outra qualquer, não deixa de ser uma ocasião para a festa. Mesmo no meio desta crise, o que interessa é beber (talvez para esquecer) e festejar a vinda do novo ano, mesmo sabendo que vai ser mais complicado ainda.

Eu, fiz a minha parte. Lá fui para uma festinha em S Mamede InFesta, ou em inglês, Saint Mamed inParty, nome apropriado. Chegado poucos minutos antes da meia noite, deu logo para começar a festa, e pouco depois da contagem, lá foi altura de ir buscar a primeira bebida da noite.

E aqui deu para notar que, realmente, as pessoas estão a sentir a crise. Há muita gente a passar fome e sede, principalmente sede, pois só assim se explica o assalto à banca das bebidas. A senhora que lá estava, tinha aquele ar de terror como aquele pessoal que é colocado no final do viveiro de galinhas, a recolher os ovos, e de repente lhe metem centenas de ovos no tapete rolante. Só que aqui os ovos eram pessoas de fatinho XPTO que tinham pago 30 ou 50€ pela entrada. Seria de supor alguma educação nesse pessoal, mas afinal agora percebo que andaram a poupar alguns meses para aquilo, e agora estavam esfomeados e sedentos. Escusavam era de me ter acabado com o Bacardi Lemon...

Tirando isso, sim, foi divertido. Gente alegre, copos alegres, música alegre, toda a gente alegre. E sem problemas com a polícia, o que só por sí, já é uma vitória!

Agora como corre o ano? Só vendo. Para já, começou com a ofensiva de Israel em Gaza, uma das maiores hipocrisias da nossa civilização. Mas até que se matem todos uns aos outros, a coisa não muda. A mim, já considero um ano positivo se chegar ao fim do ano empregado...

Ah sim, e pelo andar da carruagem, hei de continuar por esse 2009 fora a lutar pelo Movimento do Solteirismo! Cada vez com mais adeptos! Avante camaradas! Unidos venceremos! (Mas não demasiado unidos, senão é coisa muito gay...)

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Escorregadelas

Um destes dias, ao entrar na casa de banho da escola de gestão onde ando a tirar o cursinho, esta tinha acabado de ser lavada, o chão estava todo molhado.

Não tinham colocado o sinal de “piso escorregadio”, mas o calçado que tinha na altura evitou que me espalhasse pela casa de banho fora.

Mas isso fez-me pensar... E se por acaso me tivesse falhado o pé, e tivesse dado grande tombo? Pior: e se durante o tombo, naquelas tentativas débeis e ridículas de nos aguentarmos nas canetas, fosse dar uma traulitada nos urinóis, que estão ali tão pertinho?

Não estou a ver nenhum homem de pelo no peito, consciente da sua masculinidade e com todo o machismo latente, a chegar à beira dos amigos com grande galo na testa e dizer “epá, dei uma cornada no mijadouro”. É que não soa nada bem, não é coisa... d'homem! Um tipo magoar-se no mictório é coisa de quem não sabe o que faz... quase coisa de maricas. O George Michael podia-se magoar no WC, mas isso é porque gosta de fazer lá acrobacias.

Imagino o que diria o macho... “epá, andei à porrada com um gajo... mas deixei-o em pior estado!”.

Ao que respondem os amigos: “então? Mas acabaste de sair daqui para ir dar uma mija!”

“...er... pois, mas apareceu um gajo que me queria assaltar, de ponta-em-mola e tudo, e... e depois de muita porrada dei-lhe uma pantufada tal que ficou com a moina enfiada na sanita. Até puxei o autoclismo mas o tipo não foi junto”. Bom, desde que não fosse o George Michael...

O problema é se o tipo fica com o “Roca” marcado na testa...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Subjectividades Metafóricas

Quando era puto e andava nas aulinhas, era vulgar, nas aulas de língua portuguesa, termos que analisar as figuras de estilo utilizadas pelos autores, para realçar certos sentimentos, certas sensações.

Sempre considerei isso uma treta. Não imagino o Camões a pensar "Ora vejamos... 'Fogo que arde... oras aqui agora, ficaria bem, pois então, uma onomatopeia... ou uma hipérbole... ou um realçe da metonímia? Oh amor ardente, ajudai-me nesta demanda por um termo que me garanta gajas na cama..."!!!

Isto é também vulgar, na análise a obras de arte, principalmente abstracta, nomeadamente a tentativa de determinar o que o artista pretendeu transmitir com a sua obra.

Se na questão da língua, ainda dou um desconto, porque mesmo que o autor não tenha utilizado conscientemente esta ou aquela figura de estilo, pode ser interessante descubri-las no texto, já com a pseudo-arte não aguento.

Não aguento!!!

Um tipo que pinta um risco num quadro e lhe chama "obra-prima", está-se pouco cagando para o que significa o raio do risco!!!

Hoje, no canal de cabo "Porto Canal" (a minha mãe é um dos 3 espectadores do canal), num programa alegadamente sobre cultura, apresentado por um tipo que ficou em 2º numa das primeiras edições do Big Brother (o que só por si, já representa um contra-senso), falavam numa galeria de arte, sei lá onde. Nela, pediram a um tal António Sousa (ou seria Alberto?) que comentasse um quadro que estava ao seu lado, exposto.

Diz ele "bem, isto aqui podia ser... sei lá... um cavaleiro, algo assim... e aqui esta zona... talvez... não sei... um borrão que evoluiu até esta forma...". Oras, se pediram a opinião ao Xôr Sousa é porque o quadro era dele!!!

Cum catano, o tipo admite que nem faz ideia do que é que tentou representar!!! Admite inclusive que fez um borrão, e a partir daí fez o quadro!

E esperem que nós, incautos ignóbeis, tentemos, dentro da nossa brilhante ignorância, determinar se o Xôr Sousa estaria a pensar na Angina de Peito ou na Angelina Jolie quando desenhou ali aquela forma curva???

E por acaso o quadro nem estava feio, que faria se fosse daquelas esculturas tipo sanita partida e invertida no meio de um monte de tijolos. Alguém que me pergunte o que acho que significa...

terça-feira, dezembro 09, 2008

Images lá do outro lado do mundo...

Bom, aqui ficam algumas fotos de Macau, para não haver reclamações...








segunda-feira, dezembro 08, 2008

Massage? Massage?

Demorou para recuperar o jet-lag!

Normalmente, tento fazer um pequeno truque para ultrapassar o Jet-Lag, e costuma resultar: no dia anterior à viagem saio à noite, para dormir pouco e cansar-me, para que vá a dormir na viagem. Desta vez não resultou. Acabei por ficar acordado a maior parte do tempo na viagem de 10h entre Frankfurt e Shanghai.

Após quase 1 semana em Suzhou, a trabalhar, fui passar o fim de semana a Macau, essa antiga colónia portuguesa. E nota-se isso, já que ao chegar ao aeroporto se nota que todas as indicações estão em chinês (Cantonês) e português. Mas claro, ninguém fala uma palavra da língua de Camões. Entre Shanghai e Macau, viagei na Shanghai Airlines. Após entrar no avião, sentei-me à janela do Boeing 737, e assisti aos operadores de handling a ultimar os preparativos. Fecham a porta do compartimento das bagagens, afastam os carros de apoio, até que um entra para o carro que empurra o avião para a pista, enquanto os outros 2 acompanham ao lado, a pé. Depois de colocado o avião em posição, os 3 homens ficam em fila, ao lado do avião. Assim que este começa a andar, os 3 começam, em movimento sincronizado, a dizer adeus... Achei um piadão.

Em Macau... que se há de dizer? Casinos enormes, gigantescos, prédios velhos e cheios de gente, uns por cima dos outros. Não é propriamente uma cidade bonita, mas à noite ilumina-se com as luzes dos casinos e torna-se engraçada. Graças à grande simpatia de uma amiga, pude dar uma volta pela terra e definir os pontos a visitar nos dois dias seguintes, antes de um jantar chinês com duas portuguesas.

Normalmente, os relatos de visitas resumem-se a este tipo de comentários, mas... hei de passar a fazer as coisas de forma diferente. Acho que vou começar a comentar as viagens pela prostituição que se encontra. Não é que recorra a ela, mas é curioso ver a diferença na profissão mais velha do mundo entre todos os sítios diferentes. Desde o exagero das esquinas de Oslo, à publicidade "à vista" nos bairros vermelhos da Holanda e Alemanha, há sempre diferenças. Ora vamos lá a ver as p**** de Macau...

Na rua caminha-se muito bem, não há qualquer sentimento de insegurança. Mas elas andam por lá, principalmente à noite. Mas há que reconhecer que não chateiam. Mesmo quando vêm ter connosco a oferecer "massage, massage", basta dizer que não uma vez, e seguem caminho. Isso é bom, não é ostensivo como na Noruega. Ah, e nos casinos... nos casinos são mais fáceis de reconhecer do que na rua (até porque na rua andam até mais vestidas do que as miúdas "normais"!). Mas nos casinos, não pela roupa, mas pelo ar de caçadoras, sempre a olhar à procura de homens sozinhos a quem ir perguntar "massage? massage?". Mas também aqui, basta dizer que não uma vez.

O que se nota também são algumas estrangeiras. Numa noite, ao passar pelo hotel Lisboa (um dos mais velhos e conhecidos hotéis-casinos de Macau), estavam 3 loiras elegantes à entrada, nitidamente à espera de eventuais clientes que ali estivessem hospedados. Mas todas divertidas entre elas, o que faz levantar algumas questões quanto à situação das mulheres que recorrem a este tipo de vida. Nem todas serão casos de escravatura branca...

Como já disse, não recorri a nada disto, como é hábito, mas fui experimentar uma massagem. Note-se: Sem "happy-end"!!! Foi ainda em Suzhou, depois de jantar, guiado pelo colega mexicano, que já conhecia o sítio. Estavam em promoção... massagem de pés e corpo por uns 130 RMB's, o que equivale a uns 15 €.

Aquilo começa e... raios! Que dores!!! Tinha acabado de começar e já estava aos saltos com dores! A mulher apertava-me a planta do pé de uma maneira que me contorcia todo! Ela ainda perguntou "ok?", como quem diz "se és fraquinho, faço com mais gentileza", mas claro que não podia dar parte de fraco, de modos que disse, com a lágrima no canto do olho "ok, ok...". E foi um suplício.

Sim, de facto, no final estava com os pés relaxados, mas acho que era pelo choque e pela dor, mais do que propriamente por relaxamento. Até porque no dia seguinte ainda mancava um bocadinho... Mas conforta-me o facto de que o mexicano também saiu de lá a andar de lado...