Não gosto de hospitais. Nunca gostei. Ambiente triste, velho, decadente.
Aliás, hoje em dia tenho a sensação que é mais fácil sairmos de um hospital pior do que quando entramos.
Esta opinião deve-se à crescente descrença na classe médica. Parece-me cada vez mais difícil encontrar bons médicos. A maioria que vejo preocupa-se em procurar a solução mais fácil, para que a consulta seja o mais rápido possível, e atender o próximo, para assim rentabilizar melhor o dia (ou seja, ganhar mais).
Estarei a ser exagerado?
A minha priminha mais nova anda com problemas já há vários meses. Dói-lhe a garganta, tem os gânglios inchados, ao qual o pediatra indicou que se trataria de papeira, algo que hoje em dia já vai sendo raro. Não fez caso aos apelos da mãe de que a miúda estava magra e com olheiras pouco habituais. Após os sintomas terem de facto melhorado após tratamento com antibióticos, regressaram passado algum tempo.
"Ah, é uma 2ª papeira".
Decidiu-se pedir opinião a outro pediatra, que pediu para se fazerem análises.
Hoje, a minha priminha linda de apenas 4 anos, foi internada no IPO, com suspeita forte de se tratar de uma leucemia.
A esperança reside no facto de ainda estar numa fase relativamente precoce, e as probabilidades de tratamento com sucesso serem boas. Mas não são de 100%, e só o nome "Leucemia" já é suficiente para fazer tremer as pernas. E na realidade só saberemos ao certo após mais alguns exames, a realizar durante a semana.
"Ah, mas nem sempre é fácil diagnosticar este tipo de coisas", dirão alguns.
E se acrescentar a informação de que apenas agora, ao realizar um TAC, se percebeu que a piratinha só tem 1 rim??? Ao fim de 4 anos, só agora reparam nesse "pequeno" pormenor que pode complicar a eficácia dos tratamentos?
Não é o 1º nem o 2º caso que vejo de médicos que procuram a solução mais fácil, é "chapa-5". Claro que qualquer reclamação seria inglória, é uma classe que se protege imenso (é como aquela outra classe que se protege mutuamente... os homens!).
Não é a melhor altura para isto acontecer, chego a pensar se alguém com inveja de ver uma família tão unida e amiga nos tenha lançado um mau-olhado. Não acredito em rezas, mas hoje pedi ao meu pai para, do lado dele, tentar fazer o que seja possível para ajudar a sua sobrinha. E sei que ele vai tentar fazer o que puder.
PS: A descrença é com os médicos, mas não só. Os polícias vão pelo mesmo caminho. Mas isso fica para outro texto...
Saúde mental (escrito em 16/08)
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Hoje levantei da cama agora às 7:00 da manhã e desisti de dormir. Estava
muito ansiosa, com muitos pensamentos e resolvi levantar e ser produtivo.
Enfim, ...
Há 6 anos