quinta-feira, agosto 24, 2006

Futebolices... Again...

Bom, vai começar mais uma época de futebol.

E começa com um regresso de um filho pródigo, o Rui Costa. O tal que chorou quando marcou pela Fiorentina e eliminou o Benfica. Tsk, tsk...

Também já se fala no hipotético regresso do Figo ao Sporting (apesar de ele há uns anos dizer que gostava de acabar a carreira em Inglaterra).

O que se segue?

O Domingos vai voltar ao estádio do Dragão na próxima 6ª. Mas é como treinador do Leiria... Pena. Mas o Porto ainda pode juntar-se à onda, e ir buscar o Kostadinov. Ou o Madjer, porque não, já que o golo de Viena voltou a ficar famoso devido a uma imitação imperfeita, recentemente. Ou o Gomes! Seria ouro sobre AZUL! O antigo bota de ouro, depois de já ter acabado a carreira, retorna ao seu clube de coração para voltar a terminar a carreira.

Quero ver se o Rui Costa começar a fazer dois ou três jogos de má qualidade... como habitualmente, num instante passa de bestial a besta, de herói a proscrito, de salvador da pátria a velho inútil.

É típico do futebol português. Tal como novelas como esta do Gil Vicente vs. Belenenses. Eu diria para irem os dois para a 2ª divisão, como castigo por nos andarem a chatear com isto, e subia o Leixões! Afinal, o Leixões foi à final da taça há pouco tempo! Bem melhor do que têm conseguido os de Barcelos e os "históricos" de Belém.

Históricos de Belém, só mesmo os pasteis de nata. E mesmo esses, parece que andam meio revoltados... ;)

domingo, agosto 13, 2006

Rolling Stones no Porto


Cheguei há pouco do concerto dos Rolling Stones no Estádio do Dragão.

Foi excelente, fantástico, mas preferi o de Coimbra. Talvez pelas músicas serem basicamente as mesmas, tirando uma ou duas do novo album. E em Coimbra, um concerto destes, um verdadeiro "show" era novidade.

Ainda assim, como digo, foi fantástico. Ir a um concerto destes faz-nos sentir como se estivéssemos a fazer parte da história da música, pelo tempo que eles têm, pela música que já fizeram e continuam a fazer, por tudo.

Claro que um dia, alguém vai dizer-lhes a idade que têm, e quando tomarem consciencia disso, acabam com os concertos. Isto porque não acredito que o Keith Richards saiba que já tem 132 anos. E o Charlie Watts já tem mesmo ar de múmia. Mas até lá, vamos curtindo.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Algarve I

Este ano passei pouco mais de uma semana no Algarve.
Já vou para lá há vários anos, quase 30. E não há dúvida que mudou muito, e na generalidade, para pior.

Este ano lá foi mais uma semanita de calor, de papo pró ar a torrar ao sol, para tentar ganhar aquela cor que faça os pescoços das moçoilas desta nação (e de outras, quiçá…) virar mais frequentemente para o meu lado.

Os vendedores de bolinhas, também já não são a mesma coisa. No antigamente, era um ou dois, agora são um exército deles, um até tinha uma buzina. Ou seja, se dantes dava para passar pelas brasas, agora, quando estamos naquela fase de fechar o olho lentamente, enquanto se cai naquele soninho gostoso, de repenBOLINHAAAS! HÁ BOOOOOOOL-E-BERLIIIIIMMMMMMM!!!!!!!!!! FUÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ (som do claxon…).

Bem, pelo menos aquela ideia que havia dantes, de que os empregados de espaços de restauração e comércio apenas ligavam aos estrangeiros, essa está a desvanecer. Claro que um estrangeiro, mesmo que seja o verdadeiro turista de pé descalço, ainda tem prioridade em relação ao tuga, mas parece-me que os ditos empregados (ou pelo menos os patrões) já se aperceberam que o português habitual é roubado tão facilmente ou melhor ainda do que um estrangeiro.

Por falar em roubo, diga-se que enchi o tanque de gasóleo em Ayamonte (Espanha), tendo-me ficado a 0,964 € por litro. Aqui em Portugal, o gasóleo anda pelos 1,098 €. São quase 14 cêntimos de diferença. 28 escudos. É muita coisa. Em 50 litros, são 7 € de diferença!!! Já dá para um jantar no McDonalds, com direito a brinde para as crianças e tudo!!! E a diferença na gasolina 95 octanas era ainda maior, se não me engano estava a 1,11€. Só há uma explicação, que é a das gasolineiras terem lucros fantásticos, e o Estado ter aqui uma fonte de receitas brutal. Por isso é que ninguém baixa os preços, e os postos de gasolina de terras fronteiriças que se arranjem…

Mas isso não interessa. O que importa é que está calor no Algarve…

segunda-feira, julho 10, 2006

Futebol acabou - e o resto?


Bom, lá acabou o futebol.

E que bem que acabou, com um tipo a agredir outro com uma cabeçada violenta, e pouco depois a ser considerado o melhor jogador do torneio. Fantástico.

E lá ficamos em 4º. Normalmente, seria um resultado fantástico, mas com a equipa que temos, e da forma como jogou a França, todos sabemos que se tivéssemos um avançado de jeito na frente, teríamos ganho. Por alguma coisa o Nuno Gomes marcou à Alemanha...

Felizmente o Pauleta disse que não jogava mais pela selecção. Valha-nos isso! Será que o Scolari vai apostar no tosco do Hugo Almeida para a campanha do Europeu?

Entretanto, a vida continua! Quem diria! Acabou-se o tema do futebol, voltou-se ao tema recorrente do verão: os incêndios! Lá vamos nós passar o verão a ouvir falar de incêndios.

Aí, dou razão ao governo do Sócrates. No ano passado sugeriram não passar imagens na tv dos incêndios, para não os valorizar tanto aos possíveis incêndiários. E eu concordo com isso. Até porque estamos todos fartos de ver o ti manel a ver a casa a arder, e ter um jornalista chato como uma mosca à volta de uma poia a perguntar o que ele acha da situação. Mas infelizmente, não me parece que as estações sigam o conselho este ano, mais uma vez. Porque a tragédia vende, o fogo ainda é um espectáculo bonito, quer se queira, quer não.

Enfim, a ver vamos...

segunda-feira, junho 26, 2006

Portugal-Holanda

Depois de muita insistência de toda a imprensa internacional, heis que comento um jogo do Mundial.

Que não pensem que não gosto de futebol! Gosto e muito, mas também acho que toda a avalanche de notícias sobre a selecção e o mundial começam a, bem bem lá no fundo, ter aquele pequeno desejo que a selecção perca, para deixar de se falar tanto nisto.

Mas ontem ganhamos. Contra a Holanda. E não incluo o árbitro, porque também apitou mal para a Holanda. E que não venham dizer que os nossos foram heróis injustiçados. O Deco apanhou o 1º cartão amarelo numa jogada em que devia ter visto o vermelho directo. E no 2º, já muitos jogadores este mundial levaram cartões amarelos por apanhar a bola e atrasar o recomeço do jogo. E o Figo, que resolveu ver se o Van Bommel tinha cabeça dura? E o Nuno Valente (ou o Ricardo Carvalho, já não me recordo) que deu um coice de karaté num avançado holandês com o jogo já parado? Pois, isso não interessa.

Não estou a dizer que os holandeses foram santos, mas que raio, fizeram o papel deles, como nós fizemos o nosso. Detesto facciosismos, há que ver as coisas como são, sem fanatismos irrealistas ou nacionalismos hipócritas.

Eu continuo a dizer que o Scolari é uma besta! E que o Vítor Baía faz falta a esta selecção! E o Quaresma (ainda mais sem o Deco no próximo jogo). Ainda hoje a Ucrânia utilizou um puto que tinha estado no europeu de sub-21, porque não podia o Quaresma fazer o mesmo?

E o Costinha já tinha feito uma falta para cartão depois de levar o 1º amarelo, mas o Scolari não o quis tirar, nem deve ter reparado, só tem olhos para o Ricardito, que lá ia mamando um frango mas por acaso a bola passou ao lado.

Claro que disso não interessa falar.

Ou seja, Portugal ganhou, e ganhou bem, mereceu-o. E têm equipa para chegar longe, pelo menos para ganhar à Inglaterra, mesmo sem o Deco. Mas, senhores, são só alguns jogos de futebol, não façam de cada jogo a vinda de Cristo à Terra... Por pouco não via o jogo contra a Holanda, e não vinha daí mal ao mundo, estava em boa companhia, e valorizo bem mais isso do que um jogo de futebol...

domingo, junho 18, 2006

Tunning

Tunning.

Hoje em dia vê-se cada vez mais disso na rua.

Carros transformados pelos donos. Gastam fortunas, mais do que se comprassem um carro novo, a transformar um chaço num bólide, pelo menos na aparência.

Sim, porque como bons Tugas, é preferível colocar uns ailerons e umas "bufadeiras" no ford fiesta de 1983, do que melhorar o motor primeiro. O que interessa é parecer um bólide, uma bala da estrada, e então se tiver o barulhinho de um motor V8, isso é que é bom. Pode não passar dos 40, mas o que conta são as aparências.

Mas se num ou outro caso, a coisa até parece bem feita, e não fere o olhar, há casos que chegam ao exagero. Ontem falaram-me num carocha pintado metade verde, e metade vermelho, como a bandeira nacional. Isso, eu nem acho mal, estamos em época de campeonato do mundo. Sempre que o FCP ganha um campeonato, também sai à rua uma 4L pintada com as cores do dragão. É prá festa.

Agora ver latas-velhas com jantes de 20", ailerons brutais, luzinhas nas saídas do esguicho do limpa pára-brisas, neons na parte de baixo do carro??? Tenham juízo, jovens.

Há uns anos havia um spot publicitário na tv alemã, da VW Golf, em que mostravam vários Golf transformados. No final via-se a frente de um golf de fábrica, a chorar por um dos faróis, com a mensagem "Não estraguem o que é bonito...". E é verdade, hoje em dia, a maioria dos carros já são bonitos quando saem do stand, colocar uma luzinha tipo "kit, meu chapa" é estragar a coisa.

Mas também, se formos a ver a maior parte dos adeptos do tunning, são tipos baixinhos, dos arredores das grandes cidades, de boné de lado e brinco na orelha, quiçá até com piercing no nariz recheado de macacos que não conseguiu limpar porque o lenço de papel se desfaz no piercing, e de uma maneira geral, com complexos de inferioridade. Tentam transmitir na estrada o que não conseguem pessoalmente.

Enfim, são traços da sociedade em que vivemos.

Idades metaleiras

Na semana passada fui a um concerto. De heavy-metal.

Mais exactamente, da banda "Ill Niño", tocam num estilo engraçado, misturando na mesma letra o inglês e o espanhol, e incluindo um estilo de percussão muito latino. Isto no Hard-Club, um local muito giro, e com uma vista fabulosa para a inconfundível cidade invicta (www.hard-club.com). Algo sub-aproveitado, eu diria.

Posso dizer que, a certa altura, antes de começar o concerto, olhei em redor e senti-me algo velho. Caramba, um tipo com 31 anos no meio de putos de 15 e 16, a preparar-me para andar aos pinchos com uma música que claramente não entra no habitual para pessoal da minha idade?

Mas rapidamente pensei...

... não, não estou velho para isto! Nem pouco mais ou menos!!!

O facto de ter feito 31 anos é apenas uma indicação, algo que vem no BI. Na prática, a idade é como nos sentimos por dentro. Se nos sentimos velhos, então sim, somos e parecemos velhos, e isso causa uma falta de motivação para a vida, que consequentemente ainda nos faz mais velhos. Mas se nos sentimos jovens, é isso que aparentamos, e é assim que conseguimos aguentar um concerto aos pinchos, ou uma noitada numa disco, ou, infelizmente, uma noitada a trabalhar!!!

Bem hajam os Ill Niño por me fazerem sentir um puto...

Mas isso não invalida sentirmo-nos deslocados no meio de putos com metade da idade...

PS: "Bem hajam" é uma expressão de velho.... não? ;)

sábado, junho 10, 2006

Pooooovvooooo de Timor Leeeeesteeee

E lá chegaram os GNR a Timor.

E claro, à chegada lá tinham uma multidão a aguardá-los. Mas o povo deserdou assim que se apercebeu que não era o grupo de música que vinha.

Depois os tropas tentaram patrulhar uma zona, mas deram de caras com os tropas australianos, que já lá estavam há 1 mês, e já mandam naquilo tudo, coisa a que o nosso governo é totalmente contra e acha inaceitável. Convém lembrar que a Austrália está ali a umas horitas de distância, e Portugal está a 1 dia. E que Portugal até começou por achar que nem valia a pena preocuparem-se com umas escaramuças de rua no centro de Díli. E que era uma ingerência o Min. Neg. Estrangeiros Australiano mandar bitaites sobre a gestão do conflito e as possíveis causas.

Note-se, onde se escreve "Portugal", deve ler-se "Freitas".

Ou seja, mais uma vez o homem prova que não dá uma prá caixa, e que, tal como o bochechas, já passou do prazo de validade.

Agora diziam que faltava equipamento para a GNR começar a sua acção, já em Baukau, para onde foi indicado que fossem (indicado pelos australianos...).

Fontes próximas do comando da GNR indicaram-me que não eram viaturas que faltavam... não eram armas que faltavam... era algo de muito mais importante para o sucesso da missão, e sem o qual nem sequer valia a pena sair do aquartelamento, sob pena de colocar em risco toda a segurança da missão portuguesa. O que faltava, meus amigos... era Papel Higiénico!!!! Foi um avião Hercules C-130 daqui pra lá carregadinho de rolos e rolos de papel higiénico Scottex de 4 folhas e aroma a rosas campestres da antiga Sérvia-Montenegro, porque para os nossos rapazes, é tudo do bom e do melhor!

Com esse equipamento valioso, finalmente podem agora libertar-se da oclusão intestinal que os apoquentava desde que obraram pela última vez, no avião. É que torna-se difícil patrulhar as ruas cheio de vontadinha... Assim, libertos da pressão e aliviados por não ter que forçar o esfíncter para não se abrir, vão agora começar a patrulhar... Dilí? Não... Baukau? Afinal, também não...

Será o bairro de Comoro. Um bairro! 150 mânfios a patrulhar um bairro. Note-se que é o bairro do Aeroporto, que é para se pisgarem mais depresa, em caso de problemas... Dizem que é o mais perigoso, mas só porque sempre que chega um turista, os timorenses vêm às centenas vender pensos rápidos...

Esperemos é que, desta vez, não haja nenhum acidente, porque há sempre umTuga que leva uma granada para as camaratas porque lhe achou piada, ou porque uma miúda lhe pergunta se é uma bomba o que tem nas calças. E quando vai a coçar os chatos, lá se vão... os chatos!

E esperemos também que não haja nenhum jornalista a ir para lá, trabalhar para uma zona de conflito, e meter-se mesmo no meio dos tiroteios, para apanhar com uma bala na tromba e ter que ser "resgatada" por aviões e serviços pagos por todos os portugueses, como se fosse uma alta figura imprescindível para a nação. Ainda por cima se forem de canais privados... Vão gastar dinheiro para o raio que os parta! Se um repórter vai para uma zona de guerra, está à espera do quê? De chegar lá, entrevistar um homem que já não pode ir para o escritório porque a rua está ocupada com rebeldes, e depois ir para a praia, descansadinha? E a quantos portugueses não acontece isso ou pior, e o estado recusa-se a ajudar na transladação de corpos e/ou doentes???

Enfim...