sexta-feira, abril 13, 2007

Azares...

Hoje é, ou foi, ou está a acabar de ser, Sexta-Feira 13.

Não posso dizer que tenha tido azar. Até saí mais cedo do emprego.

Mas depois fui ajudar uma amiga que tinha ficado sem bateria no carro. E enquanto esperava pela oportunidade de ir lá utilizar os recém-comprados cabos de bateria, fui comer qualquer coisa a um cafezito perto.

Terá sido azar calhar num daqueles cafezitos em que todos os que lá estão se conhecem há não sei quantos anos... Daqueles em que, quando entramos, sentimos toda a gente a olhar para nós. Note-se que toda a gente tem mais de 40 anos, no mínimo. E olham para nós com olhar reprovador... como se entrássemos ali para perturbar a paz do lugar... E ao fim de alguns segundos examinadores, lá viram costas e esperem que o jovem não arme confusão, senão vai ver o que é bom prá tosse!

É nestes cafés que encontramos os amigalhaços que se encontram ao lanche, para jogar dominó ao sabor de 5 ou 6 (ou 7, ou 8) cervejolas. Até que toca o telemóvel de um deles, e o homem diz "sim? Ah mulher, tá bem, bou já pra casa, daqui a 5 minutos tou em casa, tou só aqui a acabar de falar com o inginheiru". Desliga, e os amigalhaços riem ao dizer "és mesmo filhadap***, a dizeres que tás em casa daqui a 5 minutos e se fores sempre a andar demoras 20 pra lá chegar..."

É também nestes cafezitos que podemos ouvir pérolas como a que lá ouvi hoje "Aquela Carolina Salgado, eu desde que a bi no estádio (do Dragão) sempre soube que não era boa peça, aquilo não era material pró Pinto da Costa"...

É a verdadeira sabedoria popular. Há sempre muitos que dizem "pooois, esse/a nunca me enganou, sempre achei que havia ali coisa...".

É como o Benfica: a seguir ao jogo em Barcelona, em que perdem 3-2 com o Espanhol, dizem "Ah, o jogo decisivo será em Lisboa". Como empataram em Lisboa e não conseguiram passar a eliminatória, aí o discurso já foi "ah, o jogo que decidiu isto foi em Barcelona"... Deve ter sido por isso que não jogaram quase nada em ambos os jogos, não se decidiram em qual era o decisivo!

quarta-feira, abril 11, 2007

Bacharelo? Bacharelas!

Mas para que raio interessa esta polémica à volta da licenciatura do Sócrates???

Porras, o homem é Primeiro-Ministro, até podia ter só a 4ª-Classe, desde que fizesse o que é suposto fazer!

Sim, é claro que se usou da influência de ser deputado para conseguir uma licenciatura à pressa, aí a coisa muda de figura. Mas duvido que tenha sido esse o caso.

Até porque, apesar das confusões das últimas semanas, a Universidade Independente tem um ar de seriedade, e tinha naquela altura. Eu conheço um marialva que saiu de lá, e parece ser um rapaz inteligente (parece...). E diz boas coisas daquilo.

Além do mais, meus amigos, algo que muita gente não sabe: uma pessoa que acabe um curso de Engenharia apenas pode intitular-se como tal, ou seja "licenciado em Engenharia". Para a pessoa se apresentar como "Olá, eu sou o Eng.º tal e coisa", tem que estar inscrito na Ordem dos Engenheiros. Ah, e teria que mudar o nome, para começar com "Eng.º". Pelo menos, quando alguém vem ter comigo e diz "Eu sou o Eng.º Fulano", eu tenho aquela vontadinha secreta de perguntar "ah sim? Curioso, deixaram passar esse nome no registo civil? Só se Engenheiro for nome de família, parece-me que nomes próprios não deixam...".

A inscrição na ordem dos Engenheiros é útil para os Eng.os Civis (para poderem assinar projectos) e pouco mais. Temos acesso a algumas coisas, a maioria das quais sem importância. Ou pelo menos, que justifiquem as cotas mensais... Eu não sou membro, fui no tempo da faculdade (era mais barato!). Por isso, digo (com orgulho) que sou Licenciado em Engenharia.

Pelo menos, era assim no meu tempo, suponho que ainda seja. Não sei como será nas restantes ordens.

Quanto ao Primeiro... epá, se o homem era bacharel, azar o dele. Se agora é licenciado, não é por aí que muda o que quer que seja. Aliás, licenciados burros que nem portas, não são tão poucos. E vindos das universidades públicas...

segunda-feira, abril 09, 2007

História da Páscoa

É Páscoa, aleluia, o Senhor ressuscitou, aleluia.

Eu não sou crente. Mas o feriado sabe mesmo bem, por isso não chateio. Mas o que fazem os muçulmanos, ou os budistas, por exemplo? Vão trabalhar na 6ª-Feira Santa, porque para eles, Cristo era só mais um carpinteiro?

No fundo, o Estado dá liberdade religiosa, mas os feriadinhos são os católicos, e é para quem quer.

Há sempre dúvidas sobre o porquê da Páscoa ser móvel, por isso fui pesquisar um pouquinho.
O termo "Páscoa" vem do hebreu "Pesach", que significa "Passagem", o que se refere à libertação dos hebreus da escravatura. O JC estava em Jerusalem para celebrar esta data quando foi preso, e posteriomente cruxificado numa 6ª, para ressuscitar no domingo (a tempo de ver o benfica-porto). Por isto, a Páscoa era celebrada dois dias depois do dia da Passagem. Ou seja, era num dia fixo, o que causava que na maior parte dos anos, fosse realizada à semana.
E convenhamos, ter a "Quarta-feira Santa" não é bem a mesma coisa. Por isso, no ano 325, o imperador romano Constantino (há uns anos havia um whiskey com esse nome, mas não tinha nada a ver) ordenou que fosse celebrada sempre a um domingo, pois era o dia em que o JC tinha subido para outro plano. Seria realizado no primeiro domingo depois da lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (que ocorre a 21 de Março - isto é fixo, as fases da lua é que não...). Isto significa que pode calhar em qualquer dia (domingo...) entre 22 de Março e 25 de Abril.
Os ovos de Páscoa aparecem como celebração da fertilidade e da vida. Começaram a ser pintados, e de vermelho, como alusão ao sangue derramado pelo JC. Ou seja, quando comerem um ovo de Páscoa vermelho, pensem bem no que aquilo representa...
Ainda bem que gosto de frango de cabidela...

quarta-feira, abril 04, 2007

Habituação a Odores

Há uns dias, assisti a uma simulação de formação. Uma colega, profissional da saúde, apresentou uma sessão sobre os nossos 5 sentidos.

Nela, na altura de falar sobre o olfacto, mencionou a habituação rápida dos nossos sensores olfactivos. Um exemplo? Quando colocamos um perfume, rapidamente deixamos de o cheirar, não porque este perca “potência”, mas porque o nosso nariz se habitua ao odor.

A não ser que a pessoa não saiba desse pormenor e coloque perfume até cheirar a sério, o que significa despejar meio frasco. E aí, por muito bom que seja o perfume, pouca gente consegue aguentar 10 segundos ao nosso lado. Nota-se muito isso em certos eventos, principalmente ao passar alguma tia pseudo-VIP.

Além do perfume, eu noto isso quando entro em casa. Inicialmente cheira-me a gato, mas esse odor desaparece em poucos segundos. A gatinha é asseadita, mas é natural deixar o seu odor pela casa.

As partículas que “cheiram” são os Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s). Mas não vou entrar em questões técnicas agora.

Agora, eu gostaria apenas de perceber uma coisita...

Uma perguntita simples e delicada...


Quando entramos num WC público, porque raios não desaparece o cheiro a merda?????????????

terça-feira, abril 03, 2007

Salazar, esse grande português!!!

Andei a pensar um pouco na questão da eleição do Salazar. É verdade que já passou do prazo, já foi há algum tempo, mas acho que cheguei a uma conclusão!

Ou melhor, uma de duas:

- Ou a votação foi composta maioritariamente por donas de casa, que votaram no utensílio de cozinha;
- Ou a votação foi composta maioritariamente por donas de casa, que votaram no homem que inventou o Tide;

Senão, vejamos: não há cozinha portuguesa onde não exista um salazar! Aliás, não deve haver cozinha no mundo onde não haja essa espátulazita que tanto jeito dá. Bom, talvez uma ou duas cozinhas no Burkina Faso não o tenham. E acho que uma outra no interior do Sri Lanka. Daí a pensar que é a melhor coisinha portuguesa, é um passo. Bom, senhoras, fica aqui a informação: o salazar tem esse nome porque o tipo que o inventou levou uma porrada da mulher com esse utensílio. Daí tê-lo chamado com o nome do homem que desenvolveu a repressão em Portugal.

Por outro lado, muita dona de casa há de ter o ditador na mais elevada estima e consideração, por ter sido o inventor do TIDE, que tanto jeito dá para tirar as nódoas mais difíceis e encardidas, tanto à mão como à máquina, a temperaturas altas e baixas. E agora até há detergente para lavagem à mão com aroma a sabão antigo. Bom, comprar um pó que cheira a sabão, quando se poderia comprar... sabão, é algo que me transcende, mas quem sou eu... De qualquer forma, senhoras, fica aqui a informação: o homem não criou o TIDE, mas sim a Polícia Internacional de Defesa do Estado, ou seja, a PIDE. E quando muito, a ideia era eliminar as nódoas difíceis da sociedade. Ou pelo menos, aqueles que o Estado Novo considerava como nódoa social, ou seja, toda a gente com um palmo de testa.

Ah! E lembrem-se que a Coca-cola só chegou depois do 25 de Abril por causa dele. Foram anos e anos em que podíamos ter descalcificado os ossos e perdemos essa hipótese!

Pronto, depois destes esclarecimentos à sociedade, tenho a certeza que se a votação fosse agora, ganharia o Obikwelu!!!

segunda-feira, abril 02, 2007

O país parou neste fim de semana... só neste?

Ontem foi o grande dia, o dia em que “o país parou” para ver o Benfica-Porto.

Bom, nem todo o país. Houve alguns que viram a gala dos Globos de Ouro.

Ah! E outros ainda que viram a Bela e o Mestre, essa mostra de cultura, em que mulheres bonitas (se bem que isso é algo duvidoso) se misturam com tipos espertos e tímidos (o que também é duvidoso).

Bom, ainda havia gente a festejar o final do Rally de Portugal, em grande festa, dizendo que foi um sucesso. Sim... um sucesso... os principais pilotos a dizerem em uníssono que não gostaram da super-especial no estádio do Algarve por ser muito lenta. E um ferido no 1º dia, inserido num grupo de gente que estava fora da zona de segurança.

Ah! E alguns eram internados em hospitais públicos, sabendo que já iam pagar mais pelo internamento, um sistema de saúde público onde se paga cada vez mais.

Bom, alguns também se entretiam em tertúlias sobre a OTA, discutindo a viabilidade de construir um aeroporto numa zona pantanosa e com uma fauna que será destruída em três tempos.

Bem, com um país destes, ainda se admiram que o Salazar tenha ganho a votação?...

sexta-feira, março 23, 2007

Diácono Remédios da Publicidade

Ontem vi um cartaz publicitário a uma conhecida empresa de artigos de escritório, cujo nome em português, traduzido à letra, quer dizer "Centro de Escritório Agrafos".

Nos tempos idos do antigamente, chamava-se apenas "Centro de Escritório", mas depois fundiram-se à "Agrafos", uma das maiores empresas mundiais dessa área.

Aliás, o pavilhão dos Los Angeles Lakers, famosa equipa da NBA (camp. basquetebol americano), tem o patrocínio dessa empresa. Tem mesmo o nome oficial de "Centro de Agrafos". Também lá joga uma equipa de hóquei no gelo, e não estou agora recordado se uma outra equipa menor da NBA lá joga, que dá pelo nome de "As Tesouras de Los Angeles" (LA Clippers). Ou seja, as tesouras jogam no Centro dos Agrafos. É, está relacionado.

Mas o que me chamou a atenção foi o conteúdo do anúncio. Tinha um casal num abraço e beijo apaixonado, com o seguinte texto: "O prazer da impressão e da cópia".

...

"O prazer da impressão e da cópia"??? Com uma cena apaixonada? Que raio é isto?

Faço minhas as palavras desse grande Garante da Justiça e Bom-Senso, o Diácono Remédios: Oh meusj amigos-je, não havia necessidade...

Que raio de prazer se tira de fazer uma impressão ou tirar uma fotocópia??? Será que andei a perder alguma sensação agradável estes anos todos? Será que é por isso que se vê tanta gente a tirar fotocópias das mãos, ou pior, baixar as calças, sentar-se em cima da fotocopiadora e carregar no botão de cópia? Aquilo dá tusa?????

Será que quando se pede para tirar frente e verso, levam-nos ao orgasmo total???

Hmm... vou-me lembrar disso, na próxima vez que for ao Centro dos Agrafos...

segunda-feira, março 19, 2007

Health Clubs - not so healthy

Estou inscrito num Health-Club.

É pertinho do local onde trabalho, o que é o mesmo que dizer que é a 60 Km de casa. Saio do emprego e vou lá "puxar ferro".

Inscrevi-me há quase 1 ano, aproveitando uma promoção, e junto com um colega. Como partilhávamos o carro, vindo do Porto, também lá íamos juntos. Mas fazíamos questão de não nos vestirmos demasiado junto um do outro, para não parecer uma coisa muito gay.

Ia lá 2x por semana, até Setembro.

Em Setembro, coincidiram duas questões: por um lado, o rapaz saiu da empresa e foi trabalhar para longe, pelo que cancelou a inscrição no health-club; por outro lado, entrou muita gente, fruto da campanha promocional do espaço, para angariação de novos clientes.

Ou seja, de um momento para o outro, fiquei sem companhia, e vi-me na obrigatoriedade de partilhar os balneários com imensa gente, dos 8 aos 80.

Não tenho grandes problemas com o meu singelo corpito, mas confesso que me sinto algo estranho numa sala cheia de homens nus. É inevitável reparar como alguns se preocupam em trocar de roupa o mais rapidamente possível, enquanto outros gostam de o fazer vagarosamente... com calma... exibindo as suas protuberâncias... como se fossem o rei da selva... e isso enquanto examinam as dos outros!

Além disso, entraram muitos idosos, principalmente para as aulas de natação. E estar como vim ao mundo, e dar um toque rabiosque com rabiosque com um senhor de 75 anos, não é muito agradável. Pior seria se o homem olhasse para mim com um sorriso, enquanto levantava o sobrolho e dizia "que tal, hmmm?"...

Ou seja, vou cancelar a inscrição...