quinta-feira, abril 19, 2007

Free Hug Campaign

Na net há dezenas de vídeos sobre "Free Hug Campaigns". Para mim, o meu favorito é o que retrata a campanha original:

http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4

Trata-se de abraços de graça. Mai nada. Um tipo (ou vários) andam pela rua a oferecer abraços aos transeuntes. No youtube há vídeos feitos em vários países no mundo

Hmm... quantos de nós seriam capazes de abraçar um desconhecido? Claro que nestes casos, o letreiro grande "ABRAÇOS GRÁTIS" e o pessoal com a câmara de filmar atrás ajudam a que a desconfiança seja menor.

Mas mesmo assim, muitos devem ter verificado que a carteira continuava lá depois do abraço... :)

E quantos se terão arrependido devido ao cheiro a sovaquito, hmm? Já imaginaram ir pela rua, abraçar um rapazola qualquer, e vir aquele aroma a esforço e dedicação a uma qualquer causa? Maravilha, reminiscente dos autocarros públicos sobrelotados.

E se ao dar um abraço ao tipo, sentia que ele ficava muito... entusiasmado? Não sou homofóbico, mas... como diria a poetisa: Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Ainda assim, gosto do vídeo cujo link coloquei acima. Está bem feito, puxa ao sentimento. A música ajuda.

Eu gosto de dar e receber um abraço, sabe bem, é reconfortante, seja amigo ou amiga. Se a iniciativa teria sucesso no país como o nosso, à beira mar tão pacatamente plantado? Vejam por vocês mesmos, é apenas um de vários exemplos nacionais... http://www.youtube.com/watch?v=0Q96KN-e7P4 (curiosamente, escolheram a mesma música... falta de imaginação?)

quarta-feira, abril 18, 2007

Foi-se o Efigénio... viva o Efigénio...

Oh... o Efigénio foi-se.

O Efigénio era o meu pelito branco, de que falei num post anterior. Que me perdoem os Efigénios deste país, mas se há tanta gente a dar nomes de pessoas a cães, gatos e passaritos, porque não a um pêlo branco???

Nem sei quando, nem a que horas, nem porque se foi... Seria de esperar que existiria alguma alegria por ficar sem cabelos brancos, mas não neste caso... Já me tinha afeiçoado ao dito-cujo. Mas bom, lá se vai mais um marco importante na minha vida, a caminho da andropausa.

Agora só me resta esperar pelo primeiro pelito branco no peito, já que na barba já tenho vários. No peito tenho pouquíssimos pelos, sou tipo o Toni Ramos, mas ao contrário, contam-se pelos dedos das mãos. Ou seja, não é preciso ir buscar o corta-relva antes de me dar um abraço!!! :)

terça-feira, abril 17, 2007

Balas na Universidade

Mais 33 mortos numa escola americana, no caso uma universidade. Quase 8 anos depois de outro tiroteio numa escola secundária, o famoso de Columbine.

Esse deu origem a um documentário excelente, o “Bowling for Columbine”, que expunha o ridículo da sociedade americana, e do lobby das armas, encabeçado pela NRA (National Rifle Association), com os seus 4 milhões de sócios.

Uma forma de acabar com isto era manter a posse de armas legal, porque todos (segundo os americanos...) temos direito à auto-defesa, mas colocar impostos fantásticos nas balas, de modo a que uma única bala custasse uns mil contos ou coisa parecida.

Para o estado, era o fim do défice. Para os assaltantes, era um grande dissuasor.

Reparem: de cada vez que um assaltante pensasse em disparar uma arma, ia pensar duas vezes, no mínimo. Então se fosse um gang, no momento em que um destrava a arma para disparar, caem-lhe em cima os outros elementos do gang, e desatam à pancada, aos berros de “tás maluco, pá?!? Sabes quanto custa essa bala???”

Se os assaltantes soubessem que iriam ter que pagar por cada bala gasta pela polícia numa perseguição, paravam ao ouvir o primeiro disparo, por saberem que para pagar muitas balas, iriam ter que fazer trabalho comunitário até ao fim dos dias. O que seria um problema se esse trabalho envolvesse tarefas como:
- Sentar no Rivoli durante os espectáculos do la Féria, de forma a que o teatro pareça cheio;
- Sensiblizar a população portuense para as vantagens da utilização do parque pago da rotunda do castelo do Queijo, sabendo que há lugares grátis 100 metros ao lado.
- Prestar apoio psicológico a adeptos do Benfica... (isto sim, seria traumatizante!!!)

segunda-feira, abril 16, 2007

Ainda sobre o Sócrates...

Outro dia não dei grande valor à questão da licenciatura do Sócrates.

Desde essa altura, e face aos desenvolvimentos (escrevi o post antes de ver a entrevista do homem), a opinião mudou um pouco.

Continuo a achar que é um fait-divers, um assunto que face aos reais problemas do país, é de pormenor.

Ainda assim, já começa a cheirar tão mal que começa a ser grave. Isto porque o homem não diz uma prá caixa!!! Na entrevista, diz categoricamente que tem 7,5 anos de “ensino superior”, esquecendo-se que esteve inscrito 4 ou 5 anos noutra privada, no curso de Direito. E todas as discrepâncias entre os vários certificados não ajudam nada.

Ou seja, cada vez é mais evidente que houve ali marosca. Ele diz que “epá, na altura eu era um reles deputado da oposição, nem sequer estava no governo!”. Pois, mas basta o facto de ser deputado para já ter poder suficiente para fazer muita coisa, neste país. E se houve marosca, então aí concordo com o minorca do Marques Mendes: devia haver uma investigação à coisa, porque não deixa de ser uma forma de corrupção.

Por outro lado, as pessoas pegam por tudo e por nada. E dizem sempre o mesmo: “Neste país é sempre assim, em Portugal funciona tudo à lei do Factor C”.

“Neste país”??? É assim em toda a parte!!! Nesse aspecto, estamos ao nível dos países mais avançados!!!

Ainda na semana passada, o presidente do Banco Mundial admitiu que transferiu a namorada para outro lado, mas deu-lhe um aumento brutal, acima de qualquer valor legal. O Banco Mundial!!! É só a instituição que mais luta contra a corrupção! E o filhinho do último Secretário-Geral das Nações Unidas aproveitava-se da estrutura da organização para traficar armas e diamantes. As Nações Unidas!!!

Volto a dizer, nesse aspecto, e vendo os apitos dourados e coisas que tais, estamos a acompanhar os países mais avançados, estamos na linha da frente... Viva o Factor C!!!

sexta-feira, abril 13, 2007

Azares...

Hoje é, ou foi, ou está a acabar de ser, Sexta-Feira 13.

Não posso dizer que tenha tido azar. Até saí mais cedo do emprego.

Mas depois fui ajudar uma amiga que tinha ficado sem bateria no carro. E enquanto esperava pela oportunidade de ir lá utilizar os recém-comprados cabos de bateria, fui comer qualquer coisa a um cafezito perto.

Terá sido azar calhar num daqueles cafezitos em que todos os que lá estão se conhecem há não sei quantos anos... Daqueles em que, quando entramos, sentimos toda a gente a olhar para nós. Note-se que toda a gente tem mais de 40 anos, no mínimo. E olham para nós com olhar reprovador... como se entrássemos ali para perturbar a paz do lugar... E ao fim de alguns segundos examinadores, lá viram costas e esperem que o jovem não arme confusão, senão vai ver o que é bom prá tosse!

É nestes cafés que encontramos os amigalhaços que se encontram ao lanche, para jogar dominó ao sabor de 5 ou 6 (ou 7, ou 8) cervejolas. Até que toca o telemóvel de um deles, e o homem diz "sim? Ah mulher, tá bem, bou já pra casa, daqui a 5 minutos tou em casa, tou só aqui a acabar de falar com o inginheiru". Desliga, e os amigalhaços riem ao dizer "és mesmo filhadap***, a dizeres que tás em casa daqui a 5 minutos e se fores sempre a andar demoras 20 pra lá chegar..."

É também nestes cafezitos que podemos ouvir pérolas como a que lá ouvi hoje "Aquela Carolina Salgado, eu desde que a bi no estádio (do Dragão) sempre soube que não era boa peça, aquilo não era material pró Pinto da Costa"...

É a verdadeira sabedoria popular. Há sempre muitos que dizem "pooois, esse/a nunca me enganou, sempre achei que havia ali coisa...".

É como o Benfica: a seguir ao jogo em Barcelona, em que perdem 3-2 com o Espanhol, dizem "Ah, o jogo decisivo será em Lisboa". Como empataram em Lisboa e não conseguiram passar a eliminatória, aí o discurso já foi "ah, o jogo que decidiu isto foi em Barcelona"... Deve ter sido por isso que não jogaram quase nada em ambos os jogos, não se decidiram em qual era o decisivo!

quarta-feira, abril 11, 2007

Bacharelo? Bacharelas!

Mas para que raio interessa esta polémica à volta da licenciatura do Sócrates???

Porras, o homem é Primeiro-Ministro, até podia ter só a 4ª-Classe, desde que fizesse o que é suposto fazer!

Sim, é claro que se usou da influência de ser deputado para conseguir uma licenciatura à pressa, aí a coisa muda de figura. Mas duvido que tenha sido esse o caso.

Até porque, apesar das confusões das últimas semanas, a Universidade Independente tem um ar de seriedade, e tinha naquela altura. Eu conheço um marialva que saiu de lá, e parece ser um rapaz inteligente (parece...). E diz boas coisas daquilo.

Além do mais, meus amigos, algo que muita gente não sabe: uma pessoa que acabe um curso de Engenharia apenas pode intitular-se como tal, ou seja "licenciado em Engenharia". Para a pessoa se apresentar como "Olá, eu sou o Eng.º tal e coisa", tem que estar inscrito na Ordem dos Engenheiros. Ah, e teria que mudar o nome, para começar com "Eng.º". Pelo menos, quando alguém vem ter comigo e diz "Eu sou o Eng.º Fulano", eu tenho aquela vontadinha secreta de perguntar "ah sim? Curioso, deixaram passar esse nome no registo civil? Só se Engenheiro for nome de família, parece-me que nomes próprios não deixam...".

A inscrição na ordem dos Engenheiros é útil para os Eng.os Civis (para poderem assinar projectos) e pouco mais. Temos acesso a algumas coisas, a maioria das quais sem importância. Ou pelo menos, que justifiquem as cotas mensais... Eu não sou membro, fui no tempo da faculdade (era mais barato!). Por isso, digo (com orgulho) que sou Licenciado em Engenharia.

Pelo menos, era assim no meu tempo, suponho que ainda seja. Não sei como será nas restantes ordens.

Quanto ao Primeiro... epá, se o homem era bacharel, azar o dele. Se agora é licenciado, não é por aí que muda o que quer que seja. Aliás, licenciados burros que nem portas, não são tão poucos. E vindos das universidades públicas...

segunda-feira, abril 09, 2007

História da Páscoa

É Páscoa, aleluia, o Senhor ressuscitou, aleluia.

Eu não sou crente. Mas o feriado sabe mesmo bem, por isso não chateio. Mas o que fazem os muçulmanos, ou os budistas, por exemplo? Vão trabalhar na 6ª-Feira Santa, porque para eles, Cristo era só mais um carpinteiro?

No fundo, o Estado dá liberdade religiosa, mas os feriadinhos são os católicos, e é para quem quer.

Há sempre dúvidas sobre o porquê da Páscoa ser móvel, por isso fui pesquisar um pouquinho.
O termo "Páscoa" vem do hebreu "Pesach", que significa "Passagem", o que se refere à libertação dos hebreus da escravatura. O JC estava em Jerusalem para celebrar esta data quando foi preso, e posteriomente cruxificado numa 6ª, para ressuscitar no domingo (a tempo de ver o benfica-porto). Por isto, a Páscoa era celebrada dois dias depois do dia da Passagem. Ou seja, era num dia fixo, o que causava que na maior parte dos anos, fosse realizada à semana.
E convenhamos, ter a "Quarta-feira Santa" não é bem a mesma coisa. Por isso, no ano 325, o imperador romano Constantino (há uns anos havia um whiskey com esse nome, mas não tinha nada a ver) ordenou que fosse celebrada sempre a um domingo, pois era o dia em que o JC tinha subido para outro plano. Seria realizado no primeiro domingo depois da lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (que ocorre a 21 de Março - isto é fixo, as fases da lua é que não...). Isto significa que pode calhar em qualquer dia (domingo...) entre 22 de Março e 25 de Abril.
Os ovos de Páscoa aparecem como celebração da fertilidade e da vida. Começaram a ser pintados, e de vermelho, como alusão ao sangue derramado pelo JC. Ou seja, quando comerem um ovo de Páscoa vermelho, pensem bem no que aquilo representa...
Ainda bem que gosto de frango de cabidela...

quarta-feira, abril 04, 2007

Habituação a Odores

Há uns dias, assisti a uma simulação de formação. Uma colega, profissional da saúde, apresentou uma sessão sobre os nossos 5 sentidos.

Nela, na altura de falar sobre o olfacto, mencionou a habituação rápida dos nossos sensores olfactivos. Um exemplo? Quando colocamos um perfume, rapidamente deixamos de o cheirar, não porque este perca “potência”, mas porque o nosso nariz se habitua ao odor.

A não ser que a pessoa não saiba desse pormenor e coloque perfume até cheirar a sério, o que significa despejar meio frasco. E aí, por muito bom que seja o perfume, pouca gente consegue aguentar 10 segundos ao nosso lado. Nota-se muito isso em certos eventos, principalmente ao passar alguma tia pseudo-VIP.

Além do perfume, eu noto isso quando entro em casa. Inicialmente cheira-me a gato, mas esse odor desaparece em poucos segundos. A gatinha é asseadita, mas é natural deixar o seu odor pela casa.

As partículas que “cheiram” são os Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s). Mas não vou entrar em questões técnicas agora.

Agora, eu gostaria apenas de perceber uma coisita...

Uma perguntita simples e delicada...


Quando entramos num WC público, porque raios não desaparece o cheiro a merda?????????????