quarta-feira, dezembro 19, 2007

Uma fonte em casa

No passado Domingo, senti a casa algo fresca, o que não é normal, mas talvez (e só talvez) tenha sido por ter deixado uma janela aberta até às 8 da noite.

Já sabia que o aquecimento central não estava a funcionar, pelo que pensei que seria uma boa altura para tentar corrigir isso. Mas antes de chamar o pessoal da marca, resolvi ligar o dito-cujo, para tentar perceber se a reparação poderia ser coisa fácil ou não.

Liguei o interruptor ON/OFF, na sala, para 25ºC. Fui para a caldeira (a gás), tentar perceber a razão para a avaria.

Ouvia um silvo baixo, indicando que havia ali uma fuga, mas não percebi onde era. Ao fim de 1 minuto, a caldeira desliga-se, não havendo circulação de água para os radiadores.

"Bom", pensei eu, "não é a um Domingo à noite que vou andar atrás da fuga, amanhã vejo isso com mais calma".

Voltei à sala, desliguei o interruptor, e pronto, fui à minha vida...

Passado 1 minuto, há um estrondo, e quando vou à cozinha vejo um jacto de água a sair da parede... o tubo que abastece a caldeira com água (para a aquecer) saiu da parede, originando que a aguinha da companhia saia sem qualquer impedimento.

Perante aquela visão, primeiro tentei perceber se era possível cortar a água na caldeira, mas cedo percebi que não. Depois de 2 ou 3 segundos, que pareciam horas, lembrei-me de ir cortar a água, lá fora no hall dos elevadores do andar.

Começo a correr, mas como já estava com os sapatos (e calças) encharcados, ao por o pé esquerdo no chão, este escorrega e foge para a esquerda. Consigo aguentar-me com o direito, mas não sem fazer uma pequena esparregata, que espero não trazer consequências à minha futura prole!

Depois de desligar acidentalmente a água ao vizinho, lá desliguei a minha. Tinha 2 cm de água na marquise, que passei a hora e meia seguinte a retirar e secar.

Raio de forma de passar um domingo à noite...

domingo, dezembro 16, 2007

New York


Regressado de NY...

Que cidade fantástica. Há sempre coisas para fazer, uma semana não chega para conhecer tudo. Claro que não é possível comparar com o Porto, mas seria possível a um turista arranjar coisas interessantes para fazer aqui, durante 1 semana?

Já agora, para quem não sabe, diga-se que Nova Yorque e o Porto estão frente a frente, em termos geográficos.

Duas coisas me impressionaram pela positiva, aspectos que não esperava encontrar em NY:

- A simpatia das pessoas. Em todo o lado, toda a gente ajudava ou se prestava a isso. No metro, o pessoal apercebia-se que iríamos sair na próxima estação, e arranjavam-se para nos dar passagem. Na rua, qualquer encontrão (normais, com as hordes de gente na zona da Times Quare...) era seguido de um "I'm sorry...". Nos restaurantes todos eram prestáveis e simpáticos (pudera, à espera da gorjeta...).

- A beleza das mulheres. Poderia pensar-se que a seguir viria uma frase do tipo "era só boazonas!!!", mas não, não vou por esse caminho (hoje...). Fiquei surpreendido com a quantidade de mulheres bonitas, elegantes, altas, que se viam nas ruas, mesmo fazendo a filtragem de quais seriam turistas ou locais. Estava à espera de encontrar a típica americana, cheiinha, feiosa, mas de facto não.

E que bom é entrar em restaurantes ou bares e sair de lá com a roupa a cheirar ao mesmo odor que tinha à entrada!!! Que me perdoem os fumadores, mas estou ansioso para que chegue a lei do tabaco...

domingo, dezembro 09, 2007

Viagem para NY

Vim para Nova Yorque uma semana, fazer compras e conhecer a terrinha.

A viagem foi pela nossa TAP, que não conseguiu apagar a imagem negativa que tinha.

Bem, pelo menos é bom ver como a nossa transportadora não faz descriminação na contratação de hospedeiras, nem ao nível da idade nem da aparência física. Há companhias que tentam ter hospedeiras jovens e engraçadinhas. Pffff, que atitude tão discriminatória... Ao menos a TAP tem matronas de 50 e tal anos, e mulheres que mal cabem entre as cadeiras, de tão larga que têm a cinturinha....

E ao fim de alguns anos, finalmente percebi o porquê da altura mínima para ser hospedeira. Não é por questões de elegância ou de altivez, naaahhh, é só mesmo para poderem fechar os armários das malas... É difícil imaginar uma senhora de metro e meio a tentar fechar as portinholas... aos saltinhos para tentar lá chegar, ou a pedir ajuda aos passageiros mais altos...

E os comandantes da TAP, é tão bom ver que têm aquele comportamento típico português, do verdadeiro aldrabão! O avião Porto-Lisboa atrasou duas horas, tendo uma recepcionista do balcão da TAP dito que o avião que faria esse trajecto vinha de Londres, e já vinha daí com esse atraso. Mas o comandante fez o favor de dizer que o atraso se deveu ao nevoeiro no Porto.

Nevoeiro??? Estava céu algo nublado, mas nada de nevoeiro!!! Porque raios terá o homem sentido necessidade de inventar essa treta, sabendo que os passageiros saberiam perfeitamente que não havia nevoeiro???

Já noutro avião, entre Lisboa e NY, andamos um pouco às voltas, certamente porque, devido ao atraso, seria necessário aguardar por uma hipótese de aterrar, no meio do movimento do aeroporto. Mas claro, o comandante português sai-se com uma "Sr.es passageiros, estamos a demorar um pouco mais devido à queda de neve no aeroporto de Newark".

Claro que, quando chegamos, todos os passageiros olharam pelas janelas e perguntam-se "neve??? qual neve???".

Pena, NY com neve até devia ser uma imagem engraçada... Será que os podemos processar por publicidade enganosa???

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Dói quando carrega? Então não carregue...

Quando conhecemos alguém, ficamos imediatamente com uma impressão da pessoa, seja positiva ou negativa. Raramente é neutra.

Reconheço que eu próprio não crio boas 1as impressões, pela natureza discreta e calada, mas é algo que se vai alterando à medida que as pessoas me conhecem.

Por essa mesma razão, tendo a não me guiar pelas primeiras impressões que os outros me causam.

No entanto, acho que toda a gente associa a expressão facial a determinados traços de personalidade. Todos ficamos com a sensação de que aquele tipo que era mesquinho e fuínha, tinha mesmo cara de fuínha... E há casos famosos... o Rui de Carvalho tem cara própria para fazer papéis de avôzinho, e é reconhecido como sendo boa pessoa, na realidade. E há alguém que não ache que o embaixador Jorge Ritto não tem cara de pedófilo??? Oops, isso ainda está a ser julgado, e é inocente até prova em contrário...

Bom, isto para falar daquela senhora de não-sei-onde, com a doença não-sei-de-quê, apanhada após uma infecção decorrente de uma operação, que foi obrigada a voltar ao trabalho pela Caixa de Aposentações lhe ter recusado a baixa médica, sendo salva pelo Teixeira dos Santos (e não pelo Ministro da Saúde, o que não deixou de me causar estranheza).

Há ali qualquer coisa naquela mulher que não "bate certo"... Não sei o quê, acredito que esteja com dores e que realmente não possa trabalhar, mas a expressão dela ao dizer que está cheia de dores horríveis... diz o contrário. Claro que é apenas uma opinião muito pessoal, mas o facto é que a senhora, na sequência da intervenção do ministro, foi convocada para uma junta médica que, supostamente, lhe iria finalmente justificar o merecido repouso, e no entanto foi ordenado o regresso à vida activa.

Quando o jornalista lhe pergunta quais os exames a que a junta a submeteu, primeiro diz "nada, nem me tocaram, praticamente nem olharam pra mim, só falaram", passado um pouco já dizia "só me viram aqui a cervical, mas mais nada, nem mexeram". Será que com mais um pouco de insistência, já admitiria que lhe fizeram testes completos, incluindo ressonancias magnéticas e toques rectais à próstata???

Será que uma junta médica, num caso com tanta exposição mediática, não iria examinar realmente a senhora??? Duvido.

Não sei, posso estar muuuuuito enganado, mas há ali qualquer coisa que não me parece muito bem...

sexta-feira, novembro 30, 2007

Joke

Esta, que recebi hoje, está tão boa que tenho que a colocar aqui...


No Metro, um anão escorregou pelo banco e um outro passageiro, solidário, recolocou-o em posição.

Pouco depois, o anão voltou a escorregar e o mesmo passageiro voltou a colocá-lo no assento.

Como a situação repetiu-se sequencialmente, o referido passageiro irritou-se e protestou:

“Bolas! Não me importo de ajudar, mas será que você não consegue sentar-se em condições?"

O anão respondeu:

"Meu amigo, há mais de cinco estações que estou a tentar sair, mas o senhor não deixa!!!"

quarta-feira, novembro 28, 2007

Congestionamentos???

Hoje cheguei ao apeadeiro onde habitualmente apanho o combóio para Braga à hora habitual, ou seja, em cima da hora.



Saio do carro já com o combóio a chegar ao apeadeiro, e vou em passo apressado para entrar na carruagem.



Vejo um lugar sentado. Sento-me. Reparo que ao meu lado está um tipo nos seus 30 e muitos/40's, de manga curta. À minha frente está outro tipo todo encasacado, de cachecol e barrete. "Portugal é um país de contrastes", penso eu, antes de reparar que não conhecia ninguém à minha volta (nenhum personagem do tal "quadro" de que falava num post anterior).

Suponho que seja normal, estou sentado numa carruagem diferente da habitual, mais próximo da frente do combóio.

Mas de repente, o combóio pára numa estação diferente da habitual. O que apanho às 7:44 não pára em S. Frutuoso. Nessa altura, olho para o indicador electrónico: diz "Destino: Guimarães".

Raios... Olha se tinha adormecido logo, acordava em terras do tal que batia na mãe, sem grande hipótese de vir para Braga!

Saio na estação seguinte, e aguardo pelo combóio para Braga, que aparece passados 5 minutos.

Neste, o display electrónico indicava que o atraso se devia a "congestionamento de tráfego"... Ora porras, estamos a falar de combóios! O número de aparelhos a circular é o mesmo todos os dias! Como é que pode haver "congestionamento de tráfego"???? Houve um engarrafamento??? O combóio para Viana do Castelo queria virar à esquerda no cruzamento e bateu no que vinha de frente??? Como raios é que há "congestionamento de tráfego" em linhas de combóio???

Podiam dizer a verdade, e indicar que o atraso se deveu a alguma criatura que se tenha atirado para a linha em suicídio (já não seria a 1ª nem a 2ª vez, desde que comecei a utilizar esse meio de transporte).

Bom, na realidade, é possível que haja algum congestionamento, se as fábricas que utilizam a via férrea para transporte de produtos não fizerem a gestão do tráfego correctamente. Mas em Portugal não acontecem erros de organização desse tipo. Naaaahhhhh...

terça-feira, novembro 27, 2007

Orgulho

Imagens que ficam do passado fim de semana...

Podia dizer muita coisa, da miserável prestação do guarda-redes da Académica frente ao Benfica, às declarações sobre a necessidade de demissão do Jardim Gonçalves, para que se coloque alguma ordem no BCP.

Mas não, para mim, não ficará nada disso na retina.

Ficará um combate de boxe, que vi no Domingo à noite no Eurosport, entre um Americano e um Russo. Dois pesos-pesados, profissionais, que deram um bom combate, a fazer papas de sarrabulho do crânio de cada um. O Americano (negro) tinha o filho, aí dos seus 10 ou 11 anos, durante todo o combate a incentivá-lo, incluindo uma boa série de "hit that motherfucker!!!", que se ouviam por todo o pavilhão. Em cada intervalo, o puto lá estava, com os treinadores, a incentivar o pai. Tal não tinha escapado aos ouvidos atentos dos comentadores, que por entre os impropérios típicos de comentador desportivo, que tanto comenta uma final do campeonato mundial como o funeral do Ti Manel Padeiro.

Até que, ao 11º assalto, o homem leva mesmo uma carga de porrada, e antes que ficasse com o cérebro em gelatina, o próprio treinador atirou a toalha para o ringue, o que significa a desistência do combate.

O miúdo, mal o árbitro dá o combate por terminado, salta lá para dentro, vai ter com o pai e abraça-o com força, reconfortando-o.

O próprio comentador não se conteve e soltou um "bom... este agora é um momento forte!".

A imagem ficou. Apesar de novo, o miúdo aceitou a derrota do pai, e foi reconfortá-lo assim mesmo. Quantas vezes um pai não se vira para o filho e, em vez de lhe dizer "sei que deste o teu melhor", o insulta por não ter atingido o objectivo?

Bom, tirando isto, ficou também a caricatura dos Gatos ao Scolari... "e o burro sou eu? o ruim sou eu?..." Na 2ª estava toda a gente a fazer gestos estranhos com a cabeça! :)

sexta-feira, novembro 23, 2007

Rapariguinha do Combóio.

Há uns anos, cantava o Rui Veloso sobre a Rapariguinha do Shopping. Hoje em dia isso está muito batido, por isso vou transpor a coisa para outro contexto...

No horário em que vou de combóio para Braga, todos os dias, era habitual entrar uma rapariguita bem interessante, em Famalicão.

Bom, mulheres bonitas há em toda a parte, e vão aparecendo algumas no combóio, mas aquela era diferente... Era mais sofisticada, sempre com a indumentária aprimorada (em termos correntes: "bem arranjadinha"). E chamava a atenção por isso.

Fazia parte do quadro, das personagens que se encontram todos os dias, e que praticamente já se cumprimentam, sem dizer uma palavra. Basta um encontrar de olhares para perceber se há ou não uma ligação, nem que seja "oh, mais um dia a aguentar a tua fronha!". Não era o caso com esta miúda.

Mas, já há umas 4 ou 5 semanas que não aparece, pelo menos não naquele horário, nem no imediatamente anterior. Já pensei no que lhe terá acontecido... mudança de emprego... mudança de casa...

Nunca tinha falado com ela, e provavelmente nunca iria falar, mas senti a alteração no quadro, ao ficar sem aqueles breves, brevíssimos segundos diários em que a via entrar no combóio e passar por mim em direcção a um lugar livre...

Bom, já de outras personagens não posso dizer o mesmo. Esta semana tive o infortúnio de ser acompanhado duas vezes por uma família (será?) de romenos. Pelo menos parecem-no, ar cigano e a falar algo que me pareceu Romani. Não que sejam mal comportados, nem arranjam confusão, muito menos não estão lá para assaltar ninguém, mas.... têm um odor... que raios, cheiram a presunto!!!

Sim, a presunto, como quando entramos numa taberna com imensas pernas da pernoca do bicho penduradas no tecto. Agora imaginem que as pernocas estavam já todas um pouco rançosas. Pronto, é esse o cheiro. Não deixa de incomodar, quando saíram (fizeram o percurso Porto-Famalicão), já estava algo nauseado, e deu para respirar de alívio... literalmente!

Eu até gosto bastante de presunto... principalmente no pão... ou com meloa, mas quer-se dizer... com braços e pernas e a falar alto... oh meus amigos... zz-zz....